Estranho o título do artigo não é? Nem tanto. Ele resume um pouco a época em que vivemos onde princípios e opiniões são vistos como preconceitos e obrigações e deveres só existem se estiverem dentro do campo do conforto e do pouco esforço.
Antigamente, criança que atrapalhava a aula era mandada pra sala da diretoria onde o diretor lhe dava uma bronca daquelas e tudo se resolvia.
Hoje esta mesma criança vai ao psicólogo e ao psiquiatra e é diagnosticada com TDSH (Transtorno de Deficit de Atenção e Hiperatividade), toma alguns remédios controlados e os pais orientam o colégio a tratar filhinho bagunceiro e sem limites como uma criança doente. Doentes irão ficar os pais quando o filho chegar na adolescência.
Existe um termo não muito utilizado nos dias de hoje mas que estamos muito acostumados na prática: iniqüidade. Iniquidade é o oposto de igualdade, é o injusto, o errado, o pecado, os dois pesos e duas medidas. Ficamos tão preocupados em não ser culpado de nada que fomos ao outro extremo onde confundimos responsabilidade com culpa. E dá-lhe ansiolíticos para amenizar nossas responsabilidades e frustrações. Tem também aqueles que passam a tarde no shopping para anestesiar a impotência perante os assuntos e decisões que norteiam nossa vida e o caráter de nossos filhos. Hoje não posso ter um conceIto definido sobre um determinado assunto que corro o risco de ser processado. Não posso chamar a iniqüidade de iniqüidade. Tenho que chama-lá de comportamento, de opção.
Que nossa consciência não se cauterize e toda vez que levantarmos a voz reivindicando algum direito possamos lembrar que por haverá a cobrança de um dever que é somente nosso e que isso não fere, não traumatiza e não dói. Apenas harmoniza.
[Murilo Haddad]
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Existe um termo não muito utilizado nos dias de hoje mas que estamos muito acostumados na prática: iniqüidade. Iniquidade é o oposto de igualdade, é o injusto, o errado, o pecado, os dois pesos e duas medidas. Ficamos tão preocupados em não ser culpado de nada que fomos ao outro extremo onde confundimos responsabilidade com culpa. E dá-lhe ansiolíticos para amenizar nossas responsabilidades e frustrações. Tem também aqueles que passam a tarde no shopping para anestesiar a impotência perante os assuntos e decisões que norteiam nossa vida e o caráter de nossos filhos. Hoje não posso ter um conceIto definido sobre um determinado assunto que corro o risco de ser processado. Não posso chamar a iniqüidade de iniqüidade. Tenho que chama-lá de comportamento, de opção.
Que nossa consciência não se cauterize e toda vez que levantarmos a voz reivindicando algum direito possamos lembrar que por haverá a cobrança de um dever que é somente nosso e que isso não fere, não traumatiza e não dói. Apenas harmoniza.
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Eu tô aqui e você?
Como alguém que é hiperativa e tem tdah, posso falar por experiência própria: sofri nos anos do colégio por ser inquieta e não conseguir prestar atenção. O sofrimento permaneceu durante a faculdade e só hoje, alguns anos após, pude receber o diagnóstico que tem me ajudado a melhorar. No entanto, vejo que suas palavras estão cobertas de razão: as pessoas encaram a hiperatividade e o déficit de atenção como um atestado de que a criança/adolescente tudo pode, já que ele é doente. Não sou doente, nunca fui uma criança ou uma adolescente insolente e abusada. O que falta a pais, escolas e psiquiatras é o bom senso de compreender que educação é um valor que recebemos em casa e que o comportamento agressivo e bagunceiro de alguns é mais fruto da falta de limites do que do tdah. Mas como se sabe, é bem mais fácil medicar uma criança e deixá-la quieta ao invés de ensiná-la a respeitar os demais. Ensinar dá trabalho, é cansativo.
ResponderExcluirParabéns pelo texto.
Olá Li, muito boa noite!
ResponderExcluirPuxa Li! Fiquei muito feliz quando li seu comentário! Que bom que apareceu alguém que sofreu e/ou sofre com este distúrbio para faze r um comentário que realmente só vem a agregar benefícios a postagem! Concordo contigo, TDSH não é doença, mas sim um transtorno. Realmente, ensinar dá muito trabalho e o bom senso é um fator fundamental em todas as áres das nossas vidas! Obrigado pelo excelente comentário, e volte sempre aqui! Abraço.