Mais um motivo para você torcer o nariz e evitar as baforadas, próprias ou alheias: médicos de três universidades e dois centros de pesquisa americanos descobriram que a nicotina e outras substâncias exaladas pelo cigarro aumentam os riscos de intolerância à glicose e resistência à insulina, etapas que antecedem o diabete. E nem os fumantes passivos estão livres da ameaça.
A pesquisa, recém-publicada na revista científica British Medical joumal, acompanhou 4.572 voluntários durante 15 anos. Eles foram divididos em grupos de fumantes, ex-fumantes, fumantes passivos e gente que nunca fumou, nem mesmo por tabela. O resultado impressiona: 21,8% dos que tragavam cerca de dez cigarros por dia se tornaram pré-diabéticos nesse período. O grupo dos fumantes passivos, obrigados a inalar a fumaça dos vizinhos na média de 12 horas por semana, foi o segundo mais afetado, já que 17,2% dos integrantes ficaram com resistência à insulina. Entre quem viveu longe da fumaça a incidência se limitou a 11,5%, ou seja, foi bem menor.
Médicos da Universidade Wake Forest, também nos Estados Unidos, apresentaram dados semelhantes. Ao observarem 906 fumantes e não-fumantes durante cinco anos, eles notaram que a insulina encontrava mais dificuldade para mandar a glicose para dentro das células em quem tinha o hábito de fumar. Especialistas do mundo inteiro já desconfiavam disso. "Mas precisávamos de trabalhos epidemiológicos que apontassem a relação direta do vicio com a doença", conta o endocrinologista Lício Velloso, da Universidade Estadual de Campinas, no interior paulista. "As pesquisas deixam clara a ligação."
Os estudos garantem de maneira irrefutável o espaço do tabagismo na lista dos fatores de risco para o diabete. O desafio agora é descobrir de que modo o tabaco atua nesse sentido. Uma hipótese é que'a nicotina, ao agir nas células dos músculos, do tecido adiposo e do figado, desencadearia mudanças no ritmo de produção do pâncreas. "Ele passaria a produzir quantidades cada vez maiores de insulina e, com o tempo, deixaria de dar conta", explica a endocrinologista Márcia Nery, do Hospital das Clínicas de São Paulo.
De qualquer modo, sabe-se que o cigarro contribui para o diabete apenas quando associado a outros fatores de risco - o que não o redime de culpa, é claro. "Quem está acima do peso, é sedentário, tem casos da doença na família e, ainda por cima, fuma ou é fumante passivo se toma um fortíssimo candidato à doença", avisa o médico Marcos Tambascia, presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes."
COMBINAÇAO INCANDESCENTE
Diabete mais cigarro é uma equação que só traz maus resultados à saúde cardíaca. E é fácil entender porquê. Isoladamente, o tabagismo já é uma das principais causas de problemas cardiovasculares, provocando infartos e derrames. O diabete, sozinho, também traz conseqüências do gênero, pois, entre outras coisas. acelera a degeneração dos vasos sangüíneos. "Quando se somam esses fatores, os riscos se multiplicam", adverte o endocrinologista Marcos Tambascia. É como acender o pavio de uma bomba prestes a explodir no peito ou numa artéria da cabeça.
NA GORDURA E NOS MÚSCULOS
Moléculas de nicotina se ligam a determinados receptores das células adiposas e das fibras musculares. E isso, por si só, atrapalha a ação da insulina, que precisa levar a glicose do sangue para dentro. Como a glicose não entra nas células, o organismo força os recptores do hormônio a reagir, pedindo mais insulina. Esgotado o pâncreas passa a trabalhar mal e abre alas para o diabete.
SINAIS DA FUMAÇA
Além da nicotina, a fumaceira do cigarro contém centenas de substâncias perigosas capazes de interferir no controle da glicose, agindo principalmente no fígado, na musculatura e no tecido adiposo.
FÍGADO
A glicose armazenada (em forma de glicogênio) deve ser liberada só quando o corpo precisa de energia extra. Mas o fígado dos fumantes se esquece disso e lança o açucar no sangue o tempo todo.
A pesquisa, recém-publicada na revista científica British Medical joumal, acompanhou 4.572 voluntários durante 15 anos. Eles foram divididos em grupos de fumantes, ex-fumantes, fumantes passivos e gente que nunca fumou, nem mesmo por tabela. O resultado impressiona: 21,8% dos que tragavam cerca de dez cigarros por dia se tornaram pré-diabéticos nesse período. O grupo dos fumantes passivos, obrigados a inalar a fumaça dos vizinhos na média de 12 horas por semana, foi o segundo mais afetado, já que 17,2% dos integrantes ficaram com resistência à insulina. Entre quem viveu longe da fumaça a incidência se limitou a 11,5%, ou seja, foi bem menor.
Médicos da Universidade Wake Forest, também nos Estados Unidos, apresentaram dados semelhantes. Ao observarem 906 fumantes e não-fumantes durante cinco anos, eles notaram que a insulina encontrava mais dificuldade para mandar a glicose para dentro das células em quem tinha o hábito de fumar. Especialistas do mundo inteiro já desconfiavam disso. "Mas precisávamos de trabalhos epidemiológicos que apontassem a relação direta do vicio com a doença", conta o endocrinologista Lício Velloso, da Universidade Estadual de Campinas, no interior paulista. "As pesquisas deixam clara a ligação."
Os estudos garantem de maneira irrefutável o espaço do tabagismo na lista dos fatores de risco para o diabete. O desafio agora é descobrir de que modo o tabaco atua nesse sentido. Uma hipótese é que'a nicotina, ao agir nas células dos músculos, do tecido adiposo e do figado, desencadearia mudanças no ritmo de produção do pâncreas. "Ele passaria a produzir quantidades cada vez maiores de insulina e, com o tempo, deixaria de dar conta", explica a endocrinologista Márcia Nery, do Hospital das Clínicas de São Paulo.
De qualquer modo, sabe-se que o cigarro contribui para o diabete apenas quando associado a outros fatores de risco - o que não o redime de culpa, é claro. "Quem está acima do peso, é sedentário, tem casos da doença na família e, ainda por cima, fuma ou é fumante passivo se toma um fortíssimo candidato à doença", avisa o médico Marcos Tambascia, presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes."
COMBINAÇAO INCANDESCENTE
Diabete mais cigarro é uma equação que só traz maus resultados à saúde cardíaca. E é fácil entender porquê. Isoladamente, o tabagismo já é uma das principais causas de problemas cardiovasculares, provocando infartos e derrames. O diabete, sozinho, também traz conseqüências do gênero, pois, entre outras coisas. acelera a degeneração dos vasos sangüíneos. "Quando se somam esses fatores, os riscos se multiplicam", adverte o endocrinologista Marcos Tambascia. É como acender o pavio de uma bomba prestes a explodir no peito ou numa artéria da cabeça.
NA GORDURA E NOS MÚSCULOS
Moléculas de nicotina se ligam a determinados receptores das células adiposas e das fibras musculares. E isso, por si só, atrapalha a ação da insulina, que precisa levar a glicose do sangue para dentro. Como a glicose não entra nas células, o organismo força os recptores do hormônio a reagir, pedindo mais insulina. Esgotado o pâncreas passa a trabalhar mal e abre alas para o diabete.
SINAIS DA FUMAÇA
Além da nicotina, a fumaceira do cigarro contém centenas de substâncias perigosas capazes de interferir no controle da glicose, agindo principalmente no fígado, na musculatura e no tecido adiposo.
FÍGADO
A glicose armazenada (em forma de glicogênio) deve ser liberada só quando o corpo precisa de energia extra. Mas o fígado dos fumantes se esquece disso e lança o açucar no sangue o tempo todo.
Olá !!!
ResponderExcluirExcelente este artigo !
Fiquei impressionada com as estatísticas, principalmente sobre os fumantes passivos !
Infelizmente o tabagismo acaba afetando não só os dependentes, mas quem convive com eles, acabam também muito prejudicados...
Parabéns pela iniciativa de divulgar estas informações importantíssimas e que sem dúvidas contribuirão para uma conscientização sobre o assunto.
Um grande abraço !
Olá Samanta!
ResponderExcluirObrigado pela visita e pelo comentário, como sempre sensato que abrilhanta os blogs que os recebem!
Abraço.